GFI Solutions
Av. 5 de Outubro, Nº 35, 6º andar 1050-047 Lisboa, Portugal

Telefone: +351 213 126 200
Fax: +351 213 126 395

GFI Services
Taguspark - Edif. Qualidade, B2-3A 2740-120 Oeiras, Portugal

Telefone:   +351 214 220 460
Fax:   +351 214 220 469

A sua opinião é importante para a melhoria contínua da GFI Portugal
Sugestões de Melhoria

 


18 a 24.01.2008
Certificar profissionais para ganhar qualidade
De Fátima Caçador / Casa dos Bits
Semana nº 866 de 18 a 24 de Janeiro de 2008
Numa área de actualização rápida como a de tecnologias da informação, a certificação de profissionais é crucial enquanto complemento de formação e competências

 


A necessidade de maior formação dos profissionais de tecnologias de informação e comunicação para responder aos desafios lançados pelo mercado é reconhecida pelo sector, que tem vindo a fazer um esforço no sentido de aumentar a certificação em aplicações e áreas específicas que proporcionem maior confiança às empresas e permitam a garantia de qualidade necessária.

Face a um sector onde a actualização é tão rápida, a formação ao longo da vida e as certificações profissionais vêm complementar uma formação de base conseguida na Universidade e permitir aos profissionais o reconhecimento nacional e internacional dos seus conhecimentos, assim como uma maior capacidade junto a um mercado de trabalho muito competitivo.

As principais empresas de software em Portugal têm investido na última década em programas de certificação, através de parceiras ou criando directamente uma área de formação dentro das suas estruturas. À semelhança do que se faz lá fora, as empresas reconhecem o valor de existirem no mercado profissionais com boas competências nas suas aplicações, e que possam garantir implementações de qualidade e apoio técnico aos clientes, Por outros lado, a formação dos utilizadores é também considerada uma mais-valia relevante.

O programa de certificação da Microsoft é um dos que contam com maior volume de profissionais certificados em Portugal, assim como com uma rede estruturada de parceiros de certificação. Elisabete Macieira, partner strategy & programs manager da Microsoft Portugal, explica que, para a empresa, a formação é uma componente essencial para o sucesso das tecnologias, já que «permite uma utilização mais adequada e efectiva, bem como  ciclos de aprendizagem mais rápidos, garantido ciclos de adaptação mais curtos e aumento de produtividade, reflectindo tudo isto um retorno de investimento».

Sempre que são lançados novos produtos, a Microsoft lança também novos programas de certificação para dar acesso a novas competências técnicas e maior taxa de sucesso na resolução de situações, aumentando a produtividade. A mesma filosofia está na base da estratégia da Oracle. «A formação/certificação é um serviço crítico para o sucesso da Oracle. As soluções da Oracle têm que ser implementadas por pessoas. Não será possível implementar boas soluções sem pessoas competentes e com os conhecimentos adequados», explica Vítor Pereira, director de educação da Oracle Portugal.

O sistema de formação estende-se, por vezes, à ligação com universidades e institutos de ensino superior, como é o caso das Networking Academies. O objectivo é proporcionar formação a jovens, dando-lhes conhecimentos que lhes garanta uma habilitação profissional, explica Eduardo Vasconcellos, channel manager da Cisco. Paralelamente, em conjunto com parceiros especializados, esta empresa tem várias certificações que «são a base do programa de parceiros da Cisco, sendo que a diferenciação dos seus parceiros está dependente do número de profissionais e do nível de certificação que tem nos seus quadros».

Qualidade e segurança
Marlene Almeida, directora-adjunta da Rumos Formação Profissional, empresa que conjuga várias certificações de empresas do mercado, defende que sem margem de dúvida a aposta na certificação introduz maior segurança no mercado. «Para as empresas e outras entidades empregadoras, a existência destes estatutos de profissionais certificados simplifica muito o processo de selecção de novos colaboradores», afirma aquela responsável. «Ser um profissional de informática certificado oferece desde logo garantias: se é certificado significa que tem formação, que tem capacidade imediata para começar a desempenhar bem a função.» No caso das certificações mais avançadas há ainda a garantia de que existe experiência na utilização da aplicação, pois, de outra forma, não teria condições para completar a certificação.

No caso da Primavera BSS, a aposta na Primavera Academy está também relacionada com o aspecto de credibilidade transmitido ao mercado. «Um profissional certificado em Primavera dá às empresas a garantia de terem um interlocutor com um forte conhecimento sobre o ERP que têm instalado, capaz de os apoiar da melhor forma para que dele tirem o máximo aproveitamento», justifica Armindo Lobo, director da Primavera Academy, um projecto desenvolvido desde 1994 e que sustenta também a rede de parceiros da software house portuguesa.

Paulo Almeida, director de Marketing da SAP Ibéria, vai ainda mais longe e afirma que «a formação possibilita a capacidade aos utilizadores de aproveitarem ao máximo as soluções SAP, marcando a diferença entre o êxito e o fracasso da utilização de soluções SAP». Por isso, também a empresa exige dos seus parceiros a disponibilidade de equipas dedicadas à SAP e a aptidão e actualização dos seus conhecimentos.

As mais-valias para a própria rede de parceiros são também reforçadas por Pedro Tropa, director da divisão de parceiros de negócio da IBM Portugal. «Através das certificações, os parceiros têm a oportunidade de enriquecer a sua oferta, contribuindo para o desenvolvimento e disponibilização das suas soluções», explica, acrescentando que «a IBM desenvolveu várias ferramentas de trabalho que contribuem para a construção do ecossistema e ajuda nichos de parceiros a criarem novas conexões a nível geográfico, com vista à potenciação do cross-teaming».

Estratégias diferentes
A Sybase apostou numa estratégia diferente para a área de formação e integra todo o processo de formação na sua tecnologia internamente, passando a certificação por exames nacionais standard, uma forma que Fernando Batista, marketing manager da empresa, assegura que é a mais correcta para transmitir segurança ao mercado. A empresa dá formação na tecnologia Sybase desde o seu início em Portugal e avançou com a formação especializada em Red Hat em 2006, estando desde o ano passado apta para dirigir acções de formação LPI. 

A formação em tecnologias open source é também o centro da aposta da DRI, que trouxe para Portugal o Linux Professional Institute (LPI) para promover as certificações de Linux e a Zend e para promover as certificações PHP, adianta Diogo Rebelo, director-geral da DRI. «Desde o início da nossa actividade que procurámos sempre certificar os nossos elementos nas tecnologias e produtos que comercializamos. É uma forma de avaliarmos os nossos recursos de um modo isento», acrescenta, sublinhado a importância desta área.

A possibilidade de aumentar o número de recursos no mercado com formação em SAS e o seu nível de conhecimentos é também uma das valências destacadas por Ana Filipa Novo, directora do departamento de Formação do SAS. «A certificação existe em Portugal desde 1999 e a sua procura tem vindo a aumentar progressivamente, sendo as consultoras as principais empresas a certificarem os seus colaboradores», adianta esta responsável.

A GFI Portugal tem associado a formação com a experiência de campo dos seus consultores para assegurar «qualidade e adaptação à realidade empresarial», sublinha João Lourenço, financial services manager. Com várias parcerias na formação tecnológica, a empresa é Centro Autorizado de Formação Sun Microsystems, HP e Microsoft, e parceiro de formação da Oracle, para além de ser um Centro Autorizado de Certificação Prometric. Desde 2003 que tem vindo ainda a apostar em ITIL na certificação e formação, permitindo já os níveis V2 e V3 desde o segundo semestre de 2007, uma área que João Lourenço acredita que poderá crescer muito em 2008.

Desajuste entre formação e realidade
Apesar do investimento que tem sido feito em formação pelas empresas, são ainda identificadas lacunas no ensino universitário, pelo que as empresas do sector estão preocupadas. A ANETIE decidiu por isso realizar um estudo sobre a adequação do sistema de ensino às necessidades da indústria de tecnologias de informação, já que identificou um desajuste entre a formação dos alunos e as necessidades dos empregadores. A associação considera este desajustamento gravoso para as empresas e os estudantes; as primeiras se vêem-se obrigadas a investir em formação adicional enquanto os alunos perdem tempo com cursos que podiam ter garantido a sua preparação mais adequada.

Os resultados do estudo só serão divulgados no final do mês, mas estas ideias estão em linha com a percepção das empresas contactadas pelo Semana para este trabalho sobre formação.

Armindo Lobo, director da Primavera Academy, reconhece que, embora muito importante, a formação universitária «é ainda insuficiente em algumas áreas», admitindo que essa constatação «foi uma das razões que levaram a academia a garantir uma oferta formativa complementar para a área de consultores em software de gestão com o mini MBA, que já vai na quinta edição».

Por outro lado, Pedro Tropa, director da divisão de parceiros de negócio da IBM Portugal, reconhece as melhorias que se têm vindo a verificar ao longo dos últimos anos na formação académica, mas aponta ainda a existência de uma grande lacuna entre a base mais orientada à teoria das universidades e a prática da realidade empresarial. «Na área das TIC, esta evidência é notória pelo que as acções de formação que promovemos se tornam fulcrais para a aprendizagem dos nossos profissionais», sublinha.

A braços com as transformações exigidas pelo processo de Bolonha, as próprias universidades têm vindo a transformar os seus currículos, estabelecendo protocolos com empresas do sector para garantir acesso a alguns tipos de formação específica e apostando em nichos de especialização, como é o caso da Universidade de Évora com a formação em FOSS (Free Open Source Software).

No âmbito da aproximação ao mundo empresarial, Bolonha trouxe também maior flexibilidade, sublinha Luís Amaral, do departamento de Sistema de Informação da Universidade do Minho, apontando, «a título de exemplo um curso de formação especializada em Sistemas de Informação Organizacionais que foi desenhado especificamente para a  empresa cliente e vai ser leccionado em 2008 nas instalações da própria empresa perto de Vila do Conde».

A possibilidade de integrar algumas certificações em produtos específicos, como certificações Microsoft ou Cisco, está a ser debatida nesta universidade e poderia constituir uma mais-valia no currículo, como admite Luís Amaral. Porém, a ideia não é consensual. António Ferrari, vice-reitor da Universidade de Aveiro, afirma mesmo que «não é vocação primeira da Universidade fornecê-las [as certificações], substituindo-se às empresas».

Mas existem casos de sucesso de interacção de universidades com empresas neste sentido, como é o caso das Cisco Network Academies. Eduardo Vasconcellos admite que o número de academias existentes em associação com as universidades e institutos politécnicos «demonstra que estas instituições vêem uma mais-valia nesta formação, que é garantida por uma complementaridade aos seus currículos académicos».

Também a GFI Portugal trabalha de perto com as universidades, e João Lourenço acredita que «com uma forte interacção entre todas as partes (empresas TI, universidades e Governo) será possível caminhar para um aproximar entre os dois mundos, académico e profissional».

 

mais notícias

 


GFIportugal.com ©2006  |  Privacy Policy  |  Our Contacts  |  Contact Us