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5 a 11.10.2007
Projecto eGAIAnima visa interoperabilidade educativa
De Cláudia Sargento
Semana Informática nº 853 de 5 a 11 de Outubro de 2007
A plataforma implementada permite a gestão das actividades de extensão curricular. No futuro, vai endereçar áreas como o desporto de âmbito escolar ou dirigido a adultos


A PGA tem permitido uma gestão mais dinâmica das actividades de extensão curricular em Gaia O município de Gaia avançou com a implementação de uma ferramenta de gestão do relacionamento com a comunidade no âmbito do Programa de Generalização das Actividades de Enriquecimento Curricular no ensino básico.

De acordo com Nelson Cardoso, administrador da empresa municipal Gaia Nima, entidade responsável pelo projecto eGAIAnima, «há já muito tempo que se sentia a necessidade de ter uma ferramenta de gestão mais rápida, mais fiável e que, ao mesmo tempo, aproximasse os diferentes actores do processo educativo». A escolha recaiu na Plataforma de Gestão de Actividades (PGA) da GFI, que permitiu colocar em comunicação «a escola, a família e o gestor da acção social educativa». Garantiu-se, desta forma, «uma maior aproximação à realidade educativa no âmbito das actividades desportiva e sócio-cultural», acredita o mesmo responsável.

O projecto entrou em funcionamento no presente ano lectivo, tendo sido já realizadas uma série de tarefas suportadas na plataforma. Destas, destaque para inscrição dos professores, «que foi exclusivamente electrónica», assim como para «o tratamento das candidaturas por parte das equipas técnicas de recursos humanos», e que permitiu a colocação de 300 profissionais. Ao longo do ano lectivo, deverá ser ainda possível gerir através desta plataforma, «as faltas dos professores a partir dos sumários por eles inseridos».  
Do lado dos alunos, a PGA permitiu fazer «o carregamento dos horários», sendo ainda o suporte escolhido para «efectuar o registo das faltas e da atitude dos alunos na actividade, ao longo do ano lectivo», conforme sublinhou Nelson Cardoso. No entender do administrador da Gaia Nima, torna-se indispensável acreditar neste tipo de plataformas e abandonar «aquela noção muito portuguesa em que se pensa que a máquina pode não funcionar, pelo que será sempre melhor guardar duas cópias do documento em papel».

Questionado relativamente ao valor investido pelo município de Gaia neste projecto, Nelson Cardoso diz ser «ainda cedo para ter valores concretos», embora avance que o financiamento foi dividido «em partes iguais entre a empresa Gaia Nima e a GFI», parceiro tecnológico do projecto.

A PGA foi totalmente desenvolvida em open source, existindo a «preocupação de se criar uma solução que não fosse onerosa para os possíveis clientes», segundo referiu o business unit manager da GFI, João Gonçalves. Desta forma, o produto tornou-se «mais facilmente vendável nas autarquias, que são o seu grande target», disse ainda o mesmo responsável.

O desenvolvimento da solução foi totalmente feito «dentro da GFI», tendo-se destacado para o efeito «um gestor de projecto e, em média, dois programadores». Esta plataforma está indicada para a gestão de outro tipo de actividades que não apenas as educativas. No caso do projecto desenvolvido em Gaia, está já projectada a utilização da PGA em duas outras áreas: desporto escolar e «actividades igualmente desportivas, mas vocacionadas para adultos», avançou Nelson Cardoso.

No caso do primeiro, deverão ser abrangidos 30 mil alunos, entre ensino básico e secundário. Nos adultos, a comunidade a ter em conta anda na ordem das seis mil pessoas.

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